Entre seus colegas da FCCB, German Lorca foi um dos poucos a tomar a fotografia como profissão; seu tempo no clube foi relativamente curto em comparação com sua carreira de mais de cinco décadas como fotógrafo profissional. Apesar de sua intensa carreira como fotógrafo publicitário, uma das primeiras no Brasil, Lorca continuou fotografando para seu prazer, fora de suas encomendas, fazendo sua própria arte. Ao longo das três décadas que se seguiram ao seu desligamento do Bandeirante, no início dos anos 1950, manteve uma câmara escura em seu ateliê em São Paulo. Durante os anos sessenta até meados dos anos setenta, German Lorca fez sua própria impressão e desse período estão algumas de suas imagens mais icônicas.

Desde 2010 Utópica trabalha com German Lorca e seu vasto acervo e, após sua morte, a galeria representa seu espólio. German Lorca já foi objeto de muitas exposições ao longo dos anos, atestando seu lugar central na história da fotografia brasileira moderna. Sua obra está presente nos principais acervos públicos e privados, nacionais e internacionais, como MoMA - NYC, MAM-SP, MASP e Pinacoteca.