Valdir Zwetsch

O gaúcho Valdir Zwetsch é jornalista profissional. Em São Paulo desde 1969 trabalhou em vários jornais e revistas, dedicando-se há mais de 30 anos ao telejornalismo.

No início dos anos 1970, como repórter das revistas O Cruzeiro e Realidade, fez três viagens ao Parque Indígena do Xingu. Na primeira, acompanhou os irmãos Orlando e Cláudio Villas-Bôas, fezendo o seu primeiro contato com a aldeia dos índios que até então eram conhecidos como “gigantes” – a tribo dos Panarás. Na segunda viagem, além de acompanhar a rotina de aldeias Kamayurá e Yawalapiti, registrou eventos de grande significância para a cultura xinguana – um Kuarup (festa em homenagem aos mortos); o Nami (furação de orelhas dos meninos); o final da longa reclusão de meninas adolescentes; uma pesca com timbó (cipó que é batido na água para entorpecer os peixes e facilitar sua captura) entre outros. Por fim, na última viagem, acompanhou um ritual raro na aldeia Kamayurá: o Yamurikumá (festa das mulheres). Assim, ao longo de quase 60 dias em que conviveu com os índios, fez cerca de 700 fotografias em preto & branco em filme 35mm com sua Pentax K1000.

No primeiro semestre de 2011, no cinquentenário de fundação do Parque Indígena do Xingu, parte desse material deu origem à exposição NU XINGU, apresentada na Galeria de Arte da Unicamp (em Campinas, SP) e na Galeria Arte&Fato, em Porto Alegre, RS.

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