Martín Chambi

1891 Coaza, Peru - 1973 Cusco, Peru

Martín Jerônimo Chambi Jimenez deixou um acervo com cerca de 30 mil negativos de vidros em vários formatos, além de filmes em rolos de 120 e 35 mm. Foi discípulo de Don Max T. Vargas, um dos mais conhecidos retratistas do início do século XX, que vivia em Arequipa, também no Peru. Em 1920, Chambi passou a viver em Cusco, onde abriu seu estúdio, na Rua Márques. Percorreu seu país no lombo de uma mula e foi o primeiro a fotografar Machu Picchu. Colaborou como fotojornalista para periódicos argentinos como “La Prensa” e “La Nacion”; seu trabalho teve ampla circulação pela América Latina na década de 1930 e suas imagens foram publicadas em diversos jornais e revistas estrangeiros.

O reconhecimento internacional da obra de Chambi ganhou maiores proporções a partir da pesquisa dirigida pelo antropólogo e fotógrafo Edward Ranney que, em 1977, com outros professores norte-americanos, foi ao Peru e realizou a primeira catalogação de 14 mil placas de vidro do arquivo do fotógrafo peruano, com o auxílio de seus filhos, Julia e Víctor Chambi. A pesquisa culminou numa grande exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma), em 1979.

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