Annemarie Heinrich

A galeria Vasari, que representa a fotógrafa Annemarie Heinrich pelo mundo, autorizou a Utópica a representar a artista no Brasil.

Darmstadt, Alemanha, 1912 - Buenos Aires, Argentina, 2005

Annemarie Heinrich emigrou com a família para a Argentina em 1926. Aos dezenove anos, já em Buenos Aires, iniciou sua carreira de fotógrafa e retratista. Em 1930, inaugurou seu primeiro estúdio no centro da cidade. Foi nessa época, fotografando para revistas, que teve seus primeiros contatos com o mundo do teatro. São desse período seus primeiros retratos de Carmen Miranda, de quem se tornou amiga, e das mais importantes atrizes e bailarinas do Teatro Colón. Criadora de um gênero que se consolidou junto ao crescimento da indústria do cinema e da popularização do rádio, Annemarie construiu um estilo dramático de luzes e sombras, criando retratos teatralmente delineados por uma aura de contornos. Em 1996 deixou de fotografar, mas seguiu trabalhando até seus últimos dias.

Annemarie nasceu na Alemanha em 1912 e viveu na Argentina desde os doze anos até sua morte em 2005. Sua obra se encontra no Museo Nacional de Bellas Artes, Museo de arte Latinoamericano (MALBA), Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Museum of Modern Art (MoMA) e outros museus importantes da América Latina e Europa.

Seus desnudos permaneceram longo tempo escondidos do público; foram concebidos numa época (1930/50) em que a sociedade tinha parâmetros estritos com relação ao que deveria ser mostrado ao público. Com a iluminação e a preferência pelo claro-escuro, Annemarie costumava cobrir a pele feminina com uma tessitura estatuária, inventando linhas e experimentando com as formas. O retoque, que atualmente podemos chamar de intervenção - o uso de instrumentos de pintura como lápis de cor - revela a ousadia da fotógrafa e a proximidade com épocas atuais. Suas modelos transmitem frequentemente um ensimesmamento que sugere um estado de sonho, no qual o segredo contrasta com a nudez revelada.

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